Segunda-feira, Setembro 18, 2006
Quarta-feira, Maio 03, 2006
Cidades Brancas
O homem não sorri e não chora, mas consegue sucumbir com o fenômeno. Ele está aprendendo a sentir ainda. Muito blocos ele vê ao fundo do horizonte, e entorta sutilmente sua cabeça como um animal curioso. Ja de pé, e com uma respiração um pouco tensa, anda em direção aos blocos invisíveis.
Ao entrar no emaranhado de colunas e vigas brancas de ferro, ele sente alguma presença, alguma sensação que também nunca havia sentido antes - a vertigem, meus caros, o afeta de um modo insano.
Assim o homem aprende a correr, em busca de sua pressuposta sobrevivência. Ele vê alguns corpos semelhantes ao dele no chão, mas tudo o que pensa é que deve correr e deixar todo este cataclisma infinito para trás.
Então algo começa a bipar. Bip Bip Bip. O homem estava bipando. Assustado, ele observa que o estranho barulho eletrônico vinha de seu braço, especificadamente em seu punho. e como tudo era novo para ele, não se assustou ao ver que haviam dois Leds piscando em vermelho. Ao pressionar os leds, o punho se abriu, não jorrando um grotesco sangue, mas sim duas baterias que caem ao chão.
O homem então sucumbe novamente, ao perceber que seu coração nunca bombeou uma gota de sangue sequer para seus órgãos que não possuía.
Inversões cotidianas
Hoje é um dia momerável. Verde eu vejo o que não se deve ver. Os cigarros queimam e as pessoas bocejam. O sol está no lugar onde deveria queimar, a água fazendo o barulho sereno que deveria fazer e a cidade está descansando como num utópico feriado ou numa madrugada fresca. A chuva mal começa e os sapos já coacham, enquanto os humanos se abrigam em seus lares quentes.
Um dia depois acordo e meu coração faz o barulho que um tambor deveria fazer.
Ligações invisíveis
E uma verdade para distorcer.
Meus pensamentos não são um só.
O espaço me molda assim como o tempo me prende.
O mendigo reclama da chuva.
O imaginário explode com um raio.
Faíscas saem de uma mente alegre.
E a alegria sorri com uma beleza tentadora.
E mais nada faz nexo.
Porém tudo é conectado.
Imaginários do Cotidiano - O trem
A criança entra no trem junto à mãe, que estava com a mesma expressão do dia anterior. Estava lotado, mas com um assento vago. O sol estava batendo forte, e fazia reflexos no teto do vagão. A pequena menina senta e sorri: ela sempre gostou do sol batendo em sua cara em manhãs frias.
A locomotiva dá partida e faz aquele barulho engraçado, meio mecânico, meio eletrônico. Os reflexos começam a tomar forma. E assim a diversão começava, na medida que ela reconhecia e imaginava uma série de animais e objetos naqueles brilhos aparentemente disconexos para sua mãe e o resto dos passageiros. Para seu encanto, um velho sentado sorri para ela e aponta para um cachimbo: ele não falara para a menina a palavra em si, mas ela havia entendido perfeitamente.
O homem com a barba feita estava dormindo. A estudante ao seu lado escutava uma música estranha. Os rapazes feios de bigode conversavam com palavras que um executivo - que lá não havia - não iria entender.
No velho e no novo sempre há um fascínio, e sempre há uma conexão única, onde os intermediários sempre sonambulam.
Sexta-feira, Março 24, 2006
Processos Cambiantes, Multimídia e Cidades
Trabalhar com multimídia é misturar Arte e Tecnologia. E muitas vezes, esta mistura entra numa área de risco principalmente para os teóricos, uma vez que é um processo ainda experimental em certos níveis, e o próprio conceito da multimídia, consequentemente, ainda não é exato, e a Arte por si só é inteligível o suficiente para não tê-lo.
Cada vez mais, a Arte vem sendo incorporado no mercado, junto a multimídia e outros processos emergentes. Como a StreetArt. A Era da Informação, dissolvida em bits nos fazem procurar produzir peculiaridades no meio de montanhas de informações visuais.
Antes, fazíamos arte para contar história. Logo depois, para nos expressarmos. Agora, a arte está sendo usada para fins mercadológicos, o que provoca uma questão um tanto polêmica para o conceito de Arte, pois, uma vez que o mercado incorporou o movimento punk na moda, por exemplo - relevando-o e ao mesmo tempo destruindo sua essência - ele não faria o mesmo com a arte de rua? Já não o está fazendo com a própria Arte?
Enquanto entramos neste delicado paradigma, esquecemos que a fotografia, por exemplo nunca deixou de ser Arte. Ela já se inseriu como uma concorrente à pintura, já incorporada no mundo burguês da época, e logo depois começou a ser usada como um novo meio de representação e de expressão. O surgimento da Publicidade no início do século XX exigiu uma nova estética para a propaganda - desenhistas, fotógrafos, áreas de criação e gráficas ganham um novo impulso técnico e profissional para atender as necessidades do mercado. O que houve, apartir de então, é que o campo de fotografia foi subdividida, e não prostituída - a fotografia artística e a fotografia publicitária - pois mesmo que utilizada para fins mercadológicos, a fotografia publicitária ainda se baseia em suas raízes artísticas, e este processo vem se afinando cada vez mais.
Todos estes novos processos, à medida que vão ganhando visibilidade, acabam sendo incorporadas pelo mercado, inevitavelmente. E seus conceitos vão mudando assim como novos processos vêm surgindo, simultaneamente. Este ciclo de renovação vêm positivamente trazendo à arte novas maneiras e suportes de expressão. As telas de pintura tornaram-se telas de computador, pincéis viraram mouse e obras de arte antes meramente contemplativas tornaram-se interativas – logicamente, não deslegitimando as artes posterores – e novos suportes surgem – a multimídia surge.
A arte incorporou a multímídia e vice-versa. Ela não desfavorece a arte “estática”, ao contrário, ela pode potencializá-la. E assim como a multimídia pode brincar com a própria multimídia, o trabalho publicitário pode brincar com a própria publicidade. É por esta razão que a arte nunca morrerá, mesmo nos meios menos explícitos para tal.
Cidade e Tempo x Indivíduo
Em qualquer lugar do mundo, inventamos nosso próprio tempo e espaço². Ao passar dos séculos, este tempo acabou tornando-se um buraco, ficando mais profundo, porém cada vez menos largo. À medida em que a medicina e nossa qualidade de vida aumenta, nossa inquietação, ritmo e desejo vêm sendo cada vez mais frenéticos e ambiciosos. Ao mesmo tempo, entramos em conflito com este ritmo: procuramos um subterfúgio para nosso tempo urbano. Passamos do tempo das megacidades e fugimos para o tempo do campo, do litoral ou das montanhas.
Estamos sempre oscilando em períodos de humanização e de industrialização e produção em série, este último tranformando-se num grande potencializador de uma rotina na qual não temos escolha a não ser ficar dependentes e impotentes.
A Intermídia Artística Instalação ¹ sempre é temporária: ela ocupa um determinado espaço num determinado tempo. Ela geralmente terá seu significado restrito a este tempo-espaço, e simultaneamente molda tudo o que consagramos como absolutamente imutável: o próprio lugar e os próprios minutos.
LÉVY, Pierre. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 1996. 160 p.
Domingo, Dezembro 11, 2005
Fotologs ubbr
http://ubbibr.fotolog.com/mimica/?pid=15194709
http://ubbibr.fotolog.com/smemola/
Sexta-feira, Dezembro 02, 2005
Links
http://www.artforall.com.br - Galeria Portal de Graffiti e Intervenção em geral!
http://www.fotolog.net/derm - amigo do Vidal
http://www.blinkenlights.de/ - site do Projeto Paineis Eletronicos Via Celular!
www.flickr.com/groups/osgemeos/
Links
http://www.artforall.com.br - Galeria Portal de Graffiti e Intervenção em geral!
http://www.fotolog.net/derm - amigo do Vidal
http://www.blinkenlights.de/ - site do Projeto Paineis Eletronicos Via Celular!
Links
http://www.artforall.com.br - Galeria Portal de Graffiti e Intervenção em geral!
http://www.fotolog.net/derm - amigo do Vidal
http://www.blinkenlights.de/ - site do Projeto Paineis Eletronicos Via Celular!
Quinta-feira, Novembro 24, 2005
Tecnologia movel Blogs Fotoblogs
O mesmo endereço (url) da Web funciona no aparelho de celular. Acesse a opção WAP do seu telefone, selecione a opção "Internet" e, em seguida, "Ir para". Digite o endereço completo do blog ou do fotoblog, por exemplo http://uoltecnologia.blog.uol.com.br/ ou http://diversao.fotoblog.uol.com.br/. Só estarão disponíveis os blogs e fotoblogs que não forem fechados com senha.
E mais: o UOL Blog está preparado para aceitar SMS, que são mensagens de texto enviadas pelo celular, também conhecido como Torpedo.
Publicar mensagens no blog, usando celular, é simples e rápido:
Usando o navegador de seu computador, habilite o blog para aceitar mensagens de celular (SMS):
Acesse a página principal do blog, autentique-se, escolha em qual blog deseja publicar mensagens usando o celular. Clique o botão "Configurações", no canto superior direito da tela de publicar mensagens, depois acione o item Celular (SMS) do menu "Cadastro" e, por fim, clique o botão "Aceitar mensagens de celular".
Cadastre e confirme o número do aparelho:
O próximo passo é cadastrar o número do celular que poderá publicar mensagens, digitando o DDD e o número. Com o celular cadastrado, é necessário confirmar o número, para confirmar a propriedade do aparelho. Envie um SMS para o número 48020 com o texto: ativar.LOGIN.
Assinantes devem substituir LOGIN pelo nome de usuário no UOL (e-mail menos o @uol.com.br). Visitantes cadastrados devem colocar o e-mail completo.
Publique mensagens no blog usando o celular:
Para publicar mensagens no blog, envie um SMS ou Torpedo com o texto a ser publicado para o número 48020.]
StreetArt Ponto de Vista n1
Ligia Nobre e texto Intervenção Digital
Ligia Nobre
http://forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.convidados/ligianobre
(São Paulo, 1973) Formada em Arquitetura e Urbanismo (Universidade Mackenzie, São Paulo) e mestre em Teoria e História da Arquitetura Contemporânea pela Architectural Association School of Architecture (AA, Londres). Participou da equipe do projeto Arte/Cidade Zona Leste em 2000. Em 2001 assistiu os projetos de Carsten Holler, Boris Groys e Raqs Media Collective (Documenta 11) junto ao Roomade – office for contemporary art (Bruxelas). Co-fundadora com Cécile Zoonens da exo experimental org. em São Paulo (2002-) - organização cultural sem fins lucrativos de investigação e produção interdisciplinar que propõe debates, publicações e residências no Brasil (www.exo.org.br).
--------------------------------------------------------
Zona de risco: poéticas de intervenção digital
Zona de risco: poéticas de intervenção digital[1]
Christine Mello[2]
Trabalhar em arte e tecnologia é, por vezes, trabalhar em zona de risco. Zona de risco, por um lado, por se tratar de circunstâncias criativas que exploram novas linguagens e abordagens e, por outro lado, por problematizar as relações simbólicas com as quais essas tecnologias estão atreladas e operar uma meta-crítica da sociedade. Zona de risco também, em muitos casos, por não permitirem o distanciamento tão caro ao universo da arte, cujos agentes, quer sejam criadores, historiadores, críticos, curadores ou teóricos aprendem a enfrentar a realidade in loco e a participar dela, a vivê-la, a transformá-la.
Na contemporaneidade, é possível observar contextos poéticos que inserem a arte e tecnologia em zona de risco. O advento dos ataques terroristas aos EUA e à Espanha fez repensar, sob um outro paradigma as forças comunicacionais. Um paradigma fora do sistema tradicional de vigilância, designado pela noção de vulnerabilidade, por meio de estratégias descentralizadas, transnacionais, políticas e filosóficas. Os críticos eventos ocorridos em 2001 e 2004 podem ser interpretados também como verdadeiras intervenções de mídia, intervenções não autorizadas no sistema, intervenções desconstrutoras da informação institucionalizada, na tentativa de mover barreiras ainda não penetradas.
Trata-se de uma metáfora para a compreensão de um mundo desmontado. Estes eventos representam um mundo fora da esfera de vigilância disciplinar que caracteriza a sociedade capitalista industrial desde o século 19 e a criação do panóptico. Neste contexto cultural, associar estes eventos à idéia do software virótico advém como a noção do meio digital desconstruindo as formas organizadas de linguagem.
Para a estudiosa Nina Velasco e Cruz
Conforme afirma Velasco e Cruz, no capitalismo pós-industrial em que vivemos, o paradigma é aquele do controle descentralizado indicado por Deleuze, em que o panóptico foi destruído e pulverizado em inúmeros mecanismos digitais modulares de controle. Por esta concepção, as câmeras de vigilância, os mecanismos de rastreamento da internet (cookies), o código de barras que unifica todas as informações em um padrão universal e os chips de localização via satélite (GPS) são alguns dos novos modelos de controle que substituem a visão centralizada do panóptico de Bentham.
A visão de Velasco e Cruz traz à tona a noção de que os conceitos de rizoma, de Deleuze, ou o de campo minado, de Lotman, pretendem dar conta do novo espaço instaurado com o advento da sociedade de controle. Ela salienta, no entanto, que o novo modelo não é totalmente imune a falhas. Assim, é possível observar, entre outras coisas, que as intervenções terroristas atestam que o sistema não é impenetrável. Por esse raciocínio, utilizar a metáfora do software virótico é adequada na mesma medida em que é adequado considerar que o vírus não é algo totalmente estranho ao sistema, mas sim algo que se utiliza do próprio sistema para miná-lo.
Como um método de reversão às normas estabelecidas, trata-se, no campo expressivo, de uma nova perspectiva artística-política estabelecida entre a esfera pública e a privada, em que é acentuado o fato de que determinados artistas que trabalham com as mídias - para além do projeto industrial que as determinam - não objetivam ocupar na sociedade um papel complacente, mas sim assumem em seus trabalhos uma postura crítica e uma força desestabilizadora capaz de originar gestos de insubordinação e novos processos de subjetividade. Tais manifestações demonstram, dessa maneira, a força crítica capaz de residir da união proveniente entre arte e tecnologia.
No campo das estratégias sensíveis da arte contemporânea, há o convívio dessas manifestações com aquilo que Edmond Couchot denomina “desespecificação das práticas artísticas” (2003: 265-269) e que revela, segundo ele, uma hibridação generalizada estendida agora a todo universo dos modelos fornecidos pela tecnociência. Por este raciocínio, podemos compreender uma nova forma de organização das proposições artísticas, que denota ondas expansivas e libertárias geradas em torno aos sistemas midiáticos.
Nina Velasco e Cruz, chama atenção, no entanto, que deve-se destacar as possíveis conseqüências políticas implícitas nesta aliança entre arte, tecnologia e ciência. Ela lembra que, como bem indica Arlindo Machado (MACHADO, 1993), as experiências de artistas que se unem a técnicos em laboratórios de empresas privadas ou em instituições de pesquisas governamentais podem estar a serviço do sistema, ao explorarem melhor do que ninguém as potencialidades culturais das novas tecnologias. Assim, é preciso ressaltar o fato de que nem toda experiência híbrida “denota ondas expansivas e libertárias”, como se torna implícito na argumentação aqui travada, da mesma forma também que nem toda experiência com arte e tecnologia se encontra em “zona de risco”.
Trabalhar com arte e tecnologia também pode se traduzir como zona de risco ao inserir estas poéticas de intervenção digital nos espaços e circuitos convencionais da arte. Baseadas em suas intervenções digitais e em suas constituições sígnicas, as zonas de risco enfrentadas hoje pelas poéticas digitais são acionadas num circuito cultural estabelecido, desse modo, em meio a uma nova ordem política e social.
Dessa forma, a noção de “zona de risco” aqui estudada é um tipo de leitura que pretende dar conta tanto da situação contemporânea que tem como emblema o atentado às torres gêmeas do World Trade Center quanto o lugar próprio de tensão em que se encontram as experiências que se utilizam dos novos meios tecnológicos e de sua relação com os circuitos da arte e das mídias.
Poéticas da wired city
No Brasil, eu vivencio esta experiência numa cidade como São Paulo. Uma cidade que é provavelmente a que mais compreende no país a dinâmica digital. São Paulo é um grande aparelho cultural, uma wired city como já pensava Vilém Flusser nos anos de 1980. Embora seja uma cidade midiatizada, ela vive em intermitente contradição e negociação entre a lógica do local e do global, entre noções de inclusão e exclusão digital.
Uma cidade com uma tradição de artistas, como Julio Plaza, que empreendem suas obras desde os anos 1970 em confronto direto entre o sistema urbano e o midiático. Nestas circunstâncias, a cidade integra relações ambíguas como as geradas nas confluências com as grandes corporações, com as instituições culturais, com os agentes locais e com o poder público municipal. Neste âmbito, ao mesmo tempo que a Prefeitura cria centros comunitários de acesso digital livre a partir do uso de software aberto e gratuito, ela permite também a coexistência de um emaranhado de ligações e cabeamentos clandestinos na rede informacional.
Recentemente temos convivido em São Paulo com trabalhos de arte que provocam o embate direto com a realidade a partir do contexto digital. Estes trabalhos situam-se em zonas de risco por tentarem quebrar bloqueios institucionais e desenvolverem-se em circunstâncias geralmente não protegidas. A questão é saber como os artistas que geram estas obras articulam de forma consciente e sensível o enfrentamento com o espaço coletivo na contra-mão da babel de mídias e das convenções institucionais.
Este tipo de visão de arte advinda das práticas midiáticas foi vivenciada anteriormente em São Paulo tanto pelo cinema militante (como a empreendida pelo Grupo Alegria) e pelas intervenções públicas de coletivos como o 3Nós3 (formado por Mario Ramiro, Hudinilson Junior e Rafael França) dos anos de 1970 quanto pelo vídeo independente (como as produtoras TVDO e Olhar Eletrônico) e pelas TVs e rádios livres dos anos de 1980, como a TV Cubo e Rádio Xilique (propostas desenvolvidas por Marcelo Masagão). Nestas experiências, conforme Nebeau afirma, quando se combate as formas expressivas geradas por um sistema midiático se combate também a imagem que este sistema cria, a sua sintaxe, ou “a sua maneira de organizar o mundo” (Nebeau, 1979).
As poéticas de confronto e de intervenção digital existentes hoje em São Paulo são interligadas como um trabalho político na construção de redes de relações sociais em várias frentes. Redes de colaboração promovidas pela Internet e que ampliam a noção de ambiente artístico.
Como um movimento de inteligência coletiva, estas poéticas articulam intervenções na vida pública em torno a performances situacionistas, como é o caso de: Graziela Kunsch em seu franco ativismo em torno a coletivos, comunidades virtuais, instalações e projetos de vídeo; Marcelo Cidade em suas performances pelo espaço urbano associadas à fotografia digital; Giselle Beiguelman, em suas intervenções pela web, a partir de sites, telefonia sem fio e painéis eletrônicos publicitários; Jurandir Muller, Kiko Goifman, Lucas Bambozzi e Rachel Rosalen, em suas videoinstalações, net art e documentários e projetos de intervenção pública com câmeras de vigilância e sensores eletrônicos; Daniel Lima e A Revolução Não Será Televisionada em seus projetos de intervenção em programas televisivos e também de intervenção nos sistemas públicos midiatizados.
Como é o caso também de ações como os casuais flashmobs na cidade, os weblogs, orkuts, vídeos políticos e as net-rádios e fanzines digitais, acionados por coletivos que estabelecem intervenções midiáticas, como no caso dos coletivos Formigueiro, Metáfora, NeoTao, Horizonte Nômade, Nova Pasta, Base V, Esqueleto Coletivo, Contra-filé e Rejeitados; como é o caso de Ricardo Rosas e o site Rizoma (
Este conjunto de artistas acima citados explora a mídia digital para além dos espaços conhecidos do circuito da arte e vivem a cidade como uma experiência de subjetivação. Suas ações são realizadas a partir do compromisso com a vida pública e não necessariamente a partir do compromisso com o sistema da ciência ou da arte.
Deliberadamente dissociado do acesso às tecnologias de ponta, este movimento coletivo emergente em São Paulo se apropria e reprocessa os ambientes low tech existentes com atitude crítica.
Tal circunstância é assumida como uma forma de instaurar uma visão particular de mundo e furar bloqueios na constituição de um percurso expressivo nos meios digitais.
Este conjunto de intervenções artísticas interage criativamente em São Paulo com uma espécie de sintaxe radical ao veicular contra-informações no próprio sistema midiático. O ponto de vista não familiar nestes trabalhos também impede o envolvimento inocente com a linguagem e exige o empenho do leitor/espectador para decodificar - sob uma nova lógica - o ‘texto’ contaminado das mídias no universo da arte e da vida.
Fora do controle institucional, da lógica do mercado e na maior parte das vezes afastada do contexto acadêmico, estas práticas insubordinadas questionam a liberdade nos meios digitais e se apresentam como um modo de ocupação do espaço público, na medida que intervêm no circuito das mensagens comunicacionais que circulam pela cidade.
Intervenções digitais
Relacionado a este contexto da arte digital, gerada de forma mais combativa nas relações entre o ambiente público, destaca-se a poética de Lucas Bambozzi e Simone Michelin como exercícios de integrar a arte a processos de vida. Lucas Bambozzi e Simone Michelin são artistas que se destacam neste contexto e ambos integraram recentemente a exposição de arte e tecnologia Emoção Artificial II, promovida em 2004 pelo Itaú Cultural.
É possível verificar na obra de Lucas Bambozzi experiências empreendidas de intervenções e desvios no cerne do próprio meio digital. Ele compartilha o contato efetivo direto entre a experiência individual e a experiência pública. Seus trabalhos são como manifestos sobre a intimidade e a identidade em plena era da desmontagem da informação. Para tanto, Bambozzi chama atenção para as formas de controle e invasão da privacidade advindas dos meios tecnológicos.
A arte para Bambozzi diz respeito a colocar em contato, ou em relação, sistemas comunicacionais de partilha e troca com o outro. Neste sentido, para ele, vivenciar a situação do trabalho, a experiência que o mesmo carrega, é inerente à constituição da própria idéia de arte. Seus trabalhos dizem respeito, de um modo geral, ao confronto midiático produzido no encontro com o outro e às relações do sujeito entre a vida pública e a vida privada. Este é o caso de seu projeto “Spio” e seu robô espião apresentado na exposição Emoção Artificial II, em 2004, com curadoria de arlindo Machado e Gilbertto Prado.
Esta obra faz com que o sujeito, protegido em seu aparente anonimato das câmeras de vigilância, questione até que ponto ele mesmo não acata as situações ilícitas da vigilância e compartilha com o invasor uma mesma realidade. De uma certa maneira, Bambozzi proporciona neste trabalho a possibilidade de cada indivíduo se posicionar diante do contexto midiático, fazendo com que cada um se observe tanto na função de invadido quanto na função de invasor.
Trabalhos como estes trazem questões novas para o espaço expositivo dos circuitos da arte. Trata-se de trabalhos de intervenção no espaço coletivo que geralmente atuam em espaços não-institucionais. A questão mais premente a ser aqui pensada é: em que medida estes trabalhos se relacionam com os espaços institucionais? Ou seja, em espaços da arte que ainda não foram penetrados pelas intervenções digitais?
Este projeto de Lucas Bambozzi passou por uma série de negociações no decorrer da exposição Emoção Artificial II com a equipe da empresa tercerizada que presta serviços de Segurança ao Itaú Cultural e tal fato ocorreu também com o trabalho de Simone MIchelin, presente nesta mesma mostra, ADA: Anarquitetura do Afeto. Esta experiência ocorreu por conta de ambos criadores questionarem em seus projetos a questão da vigilância e seus mecanismos de ação nos espaços públicos institucionais.
Como uma espécie de subversão, ou uma metáfora acerca da tensão que há entre o controle-descontrole da manipulação no meio digital, Bambozzi ao lidar com esse artifício sabe muito bem que se trata de um modo de situar sua obra numa zona de tensão, uma zona da ordem do controle-descontrole. E acredito que faça parte do papel do artista saber alargar essas zonas de confronto e embate expressivo.
Se as poéticas de intervenção digital propiciam que no universo da cibercultura o artista manifeste a sua radicalidade e a sua subjetividade, tanto como esclarece Arlindo Machado ao afirmar que compete ao artista das mídias estabelecer um discurso que subverta “a enunciação dominante na sua própria gênese”. (Machado, 1979), há que se encontrar também novas maneiras de conseguir conciliar e conviver com este tipo de proposição artística em meio às instituições culturais, como as enfrentadas aqui pelo corpo de curadores, por Arlindo Machado e Gilbertto Prado, que souberam tão bem apoiar Bambozzi e Michelin e funcionar como interface no decorrer dos diálogos e negociações que envolveram estas proposições artísticas.
Assim como no projeto Spio, apresentado por Lucas Bambozzi, é desta maneira também que os outros artistas anteriormente citados organizam uma boa parte do conjunto de seus trabalhos: produzem uma espécie de confronto entre a mídia e o real, traduzido pela inscrição de zonas de reversibilidade na vida e na linguagem.
A inserção de experiências de arte digital nos espaços e circuitos tradicionais da arte pode ser compreendida como “zona de risco”, conforme a visão de Nina Velasco e Cruz, justamente quando este tipo de intervenção propõe a subversão do sistema de uma forma mais ampla. Neste sentido, para ela, as obras de Lucas Bambozzi e Simone Michelin se tornam emblemáticas não da tensão entre arte tecnológica e espaço de arte (até porque, o Itaú Cultural, como ela afirma, não é exatamente o que poderíamos considerar como um “espaço tradicional da arte”), mas sim do uso da tecnologia como instrumento subversivo do sistema de controle.
Para Velasco e Cruz, a situação enfrentada por eles dois não se deu pelo fato de estarem trabalhando com arte e tecnologia, até porque todas as obras da exposição em questão o faziam, mas sim por terem conseguido imprimir um questionamento sobre o sistema de controle, gerando um problema para os funcionários da empresa de segurança da instituição. É preciso lembrar, para tanto, que o Itaú Cultural é uma instituição bancária que tem uma participação importante no sistema capitalista pós-industrial e que, portanto, funciona segundo as normas estabelecidas pelo sistema da sociedade de controle.
Neste conjunto de proposições acima levantadas, é possível observar estratégias e potências geradas pelos artistas de reagir e enfrentar uma determinada realidade a partir da experiência com os meios tecnológicos. Entre elas, observa-se que os criadores que atuam em torno a poéticas de intervenção digital geram estranhamento e atrito por intermédio de zonas de tensão entre sistemas midiáticos, entre desvios no sistema digital, nos sistemas de vigilância e segurança e assim por diante. Tal estratégia de ação é similar à idéia de software virótico, porém, como visto aqui nestes exemplos, manifesta-se tanto no circuito da arte quanto no circuito das redes digitais, na tentativa de desconstruir os desígnios e as ideologias previamente inseridas no projeto capitalista que determina a existência desses mesmos circuitos.
Deleuze afirma que “não há linha reta, nem nas coisas nem na linguagem”. Para ele, a sintaxe é o conjunto dos desvios necessários criados a cada vez para revelar a vida nas coisas. Na poética produzida hoje pelas intervenções digitais, como nas acima exemplificadas, é possível encontrar tais conexões, ambiguidades e “desvios” entre as zonas de risco, entre barreiras ainda não penetradas, entre os ambientes da arte, os ambientes da vida, bem como os ambientes da linguagem digital.
Bibliografia
COUCHOT, Edmond (2003). A tecnologia na arte: da fotografia à realidade virtual. Porto Alegre: Editora da UFRGS.
DELEUZE, Gilles (1992). “Sobre as sociedades de controle”. In: Conversações. Rio de Janeiro: Editora 34.
__________ (1997). Crítica e Clínica. Tradução de Peter Pál Pelbart. Sáo Paulo: Ed. 34.
MACHADO, Arlindo. (1979). “A ideologia do cinema militante”. In Revista Cine Olho no. 8/9 (outubro/dezembro) São Paulo, pp. 4-7).
__________ (1993). Máquina e Imaginário: o Desafio das Poéticas Tecnológicas. São Paulo: EDUSP.
NEBEAU, Charles. (1979). “Eis o fascínio radical, ou o discreto charme da burguesia ”. In Revista Cine Olho no. 8/9 (outubro/dezembro) São Paulo, pp. 45-6).
[2] Pesquisadora em linguagem da arte e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é professora da PUC-SP, da FAAP-Artes Plásticas e coordena a Pós-Graduação “Criação de Imagens e Sons em Meios Eletrônicos” do Senac-SP.
[3] Professora da Universidade Federal Fluminense, é pesquisadora associada do Núcleo de Tecnologia da Imagem (N-imagem) da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Created by paula_braga Last modified 16/08/2005 15:22
----------------------------------------------------------
montes de textos teoricos, mesas redondas, textos integrais sobre diversos temas, muito ligado a arte
------------------------------------------
EXO
Ligia Nobre - co-fundadora
A exo experimental org. é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo criar um laboratório de reflexão, produção e mediação cultural sobre a sociedade atual.
No contexto brasileiro, a exo se articula em rede com diversos atores da vida sócio-cultural local e internacional para colaborações de médio/longo prazo. Entre o mundo acadêmico, instituições culturais e organizações civis, a exo catalisa várias individualidades produzindo diferentes modos de pensar e novas formas de ações.
A exo realiza atividades como seminários, publicações, residências de artistas e autores e apresentações de trabalhos multidisciplinares, respondendo ao modo da criação contemporânea.
Objetivos
Fomentar um fórum constante e interdisciplinar de intercâmbio sobre as práticas estéticas contemporâneas e questões sócio-políticas que permeiam a sociedade atual.
Coordenar um laboratório de investigações culturais
Estabelecer e disponibilizar uma base de documentação sobre práticas culturais no Brasil e no mundo através de publicações, dossiês, exposições, seminários e deste website.Conselho interdisciplinarCatherine David, Celso Favaretto, Jean-Claude Bernardet, Kazuo Nakano, Laymert Garcia dos Santos, Peter Pál Pelbart, Stella Senra
Apóiam e colaboram com a exo:
Affonso Celso Prazeres de Oliveira e equipe do Ed. Copan, André I. Leirner, Anne Sobotta, ARCO arquitetos cooperantes, Bruno Favaretto, Daniela Silva, Eduardo Foresti (Identidade e Comunicação Visual da EXO), Gabriel Borges, Fernando Savasini, Jean-Pierre Isnard, Luanda Casella, Luciana Meili, Mina Hugerth, Tatiana Ferraz.
Ana Maria e Tácito Nobre, Martine Birmbaum, e os sócios-fundadores Celeste Boucinhas Thomé, Dany Rappaport, Manoel Valdy Lopes Ferreira Junior, Nelson Rothstein Barreto Parente, Rogério Pacheco Jordão.
Quarta-feira, Novembro 23, 2005
Arte e Mercado n1
Antes, fazíamos arte para contar história. Logo depois, para nos expressarmos. Agora, a arte está sendo usada para fins mercadológicos. A Arte se apropriou da propaganda, ou a propaganda se apropriou da Arte?
No que a internet pode ajudar na Intervenção Urbana?
Quais possibilidades podem ser abertas ao associá-la com tecnologias móveis, como Palm e Celulares?
Fotologs e mais sites
http://www.fotolog.net/binhone - Binho Ribeiro
http://www.3mundo.hpg.ig.com.br/ - Site do Binho
http://www.fotolog.net/munrah - Sesper
http://www.fotolog.net/the_yellow_dog - Cachorro Amarelo
http://www.fotolog.net/shn - SHN grupo
http://www.3mundo.hpg.ig.com.br/ - Titi Freak (ellus)
http://www.lost.art.br/cc.htm - Choque Cultural
http://www.juxtapoz.com/ - Juxtapoz Art & Culture Magazine
http://obeygiant.com/- sei la...pesquisar
-------------------------------------------------------------------------------
| Cartazes adorados por skatistas ganham exposição na Ouro Fino | ||
|
| Mostra rola na loja Most Urban Store A arte de rua tem se tornado cada vez mais evidente em muros, faróis e placas de sinalização de São Paulo. O assunto é tema de várias exposições e livros em cidades como São Francisco, Nova York e Madri, que já têm até revistas e galerias especializadas. No Brasil, é nas paredes e prateleiras da Most Urban Store, criada há dois anos pelos artistas Flip e Sesper, que esse universo é discutido diariamente. A dobradinha loja/ galeria, que funciona no terceiro andar da Galeria Ouro Fino, em São Paulo, sempre tem exposições de artistas que fazem uma leitura diferenciada da cidade, seja com fotos, colagens, ilustrações ou usando o grafite. Nesta segunda (21.03), abre a mostra "Expo Juxtapoz - Posters e Prints", uma parceria entre a Most e a loja de skate Wave Boyz, que também fica na Ouro Fino. "Juxtapoz" é uma publicação da High Speed Productions (a mesma editora da revista "Trasher", adorada pelos skatistas) e tem como criador o visionário artista plástico Robert Williams. Seus pôsters costumam ser disputados pelos skatistas e e estarão à venda na mostra. "Alguns deles estão fora de catálogo e são assinados", revela Bruno Leonardo, dono da Wave Boyz. Depois da temporada na Most, a intenção é levar a exposição para outros estados. A mostra traz trabalhos de Robert Williams, Shepard Fairey, Shag Twist, Kosik, Doze Green, Mike Giant, Jason Mcafee, Makoto, Kobayashi, Jeremy Fish, Freddy Corbin, The Pizz, Jeff Soto, John Bell, Niagara, Ausgang, Tristan Eaton e Marco Almera. A Most fica na Galeria Ouro Fino, r. Augusta, 1.690, lj. 313, tel. 3086-1479. Outras informações nos sites www.urbanmost.com e www.juxtapoz.com. 21.03.2005 | |
"We've had the rebels and revolutionaries. Now we have the ANTI-FIT."With a new project, Levi's puts the spotlight on 6 creative individuals who are independently expressing their personal vision and share stories that aim to inspire a wider audience to believe in themselves.
Apart from the website, 501anti-fit.se and 501anti-fit.no, the project is widely spread on a free DVD, via TV programming and with non-traditional marketing.
The zero-tolerance city Oslo, for example, was haunted by graffiti on public buildings by spotlighted artist Mari this weekend; only that it was projected instead of sprayed.
Robo-action-dub playing Gaffaman is searching for a contact to his planet via personal ads and the freerunners from Le Parkour physically demonstrate where and how they cross a city in a straight line with the help of the usual urban obstacles.
The concept was developed by STROBE, film documentary by Against All Odds and website by Farfar. (note, Farfar means paternal grandfather in Swedish)
---------------------------------------------------------------
The Anti-Fit campaign continues.
"We've had the rebels and revolutionaries. Now we have the ANTI-FIT." Here are some fresh images from Oslo, Norway.
Textos retirados da http://ad-rag.com/114945.php
--------------------------------------------------------------------
| Arte urbana sai das ruas e invade novos espaços de São Paulo | ||||||||||||
| | ||||||||||||
|
| | Lojas e galerias reúnem os melhores do grafite A arte urbana produzida por grafiteiros e coladores de stickers deixa de ser apenas uma manifestação juvenil para ser vista nas ruas, postes e tapumes. Ela ganha espaço em galerias e lojas especializadas de São Paulo. É o caso da loja Most, da galeria Choque Cultural e da exposição "Basement Street Art Show", que rola no subsolo do Magenta Bar & Burguer, na Vila Madalena, reduto de boa parte dos novos expoentes da arte urbana. "Expor numa galeria ou num bar é usar um novo local e um novo formato de mostrar", diz Binho Ribeiro, 33, curador da mostra e um dos pioneiros da cultura do grafite na América Latina. Binho começou como B-Boy nos anos 80, sempre esteve envolvido com skateboard e arte urbana e é editor da revista bimestral "Graffiti", que tem tiragem de 55 mil exemplares e distribuição em bancas de todo o Brasil. Para a exposição "Basement Street Art Show", ele chamou Tinho, Presto, Ciro, Does e Titi Freak, nomes importantes do grafite, para mostrar quadros de 1m x 0.70m. Tinho é artista plástico formado pela FAAP, um dos precursores do grafite hip-hop no Brasil e um dos criadores do freestyle. Does assina trabalhos para Skol, Nescau, Calvin Klein e Telefônica. Presto tem estilo único no seu conceito de bombardeio urbano. Já Titi Freak, o mais conhecido do povo da moda, fez campanha para Ellus e também tem obra exposta na galeria e editora Choque Cultural, de Mariana Martins e Baixo Ribeiro, em Pinheiros, especializada em pôsteres, uma forma de expressão da arte urbana. 20.04.2005 JACKSON ARAUJO E BERNARDO DE AGUIAR Galeria Choque Cultural quer consumidor jovem Coladores de stickers usam correio e Internet para troca-troca Pôsteres de arte urbana são foco da loja Most | ||||||||||
---------------------------------------------------------------------
| Grafiteiros são representados pela galeria Choque Cultural | ||||||||||
| | ||||||||||
|
| | Espaço olha para jovens consumidores A galeria e editora Choque Cultural tem feito seu nome comercializando obras de arte urbana. "Somos especializados em pôsteres feitos por tatuadores e grafiteiros", diz Mariana Martins, que comercializa importantes nomes do grafite brasileiro, como Speto, Boleta e Nunka. "Começamos a galeria para atender a um mercado de jovens que consomem essa arte sem dar a menor bola pro tal circuito oficial", conta. Os trabalhos custam em média de R$ 40 a R$ 80. A Choque Cultural está à r. João Moura, 997, tel. 3061-4051, em Pinheiros. 20.04.2005 JACKSON ARAUJO E BERNARDO DE AGUIAR Coladores de stickers usam correio e Internet para troca-troca Loja Most vende pôsteres para colecionadores | ||||||||
---------------------------------------------------------------------
| Stickers levam arte urbana feita no Brasil para Tóquio | ||||||||||||
| | ||||||||||||
|
| | Artistas usam Internet e correio para troca-troca Certamente você já viu um monte de stickers colados nas ruas de São Paulo e não sabe que eles se chamam assim. E também nem imagina que por seu formato e conceito os stickers subvertem a idéia da arte urbana comercializada em espaços fechados e fazem os coladores de stickers levar sua arte para as ruas da Espanha e Japão. O melhor: sem sair de casa. "Por conta do formato menor em forma de lambe-lambe ou de adesivo, as pessoas organizaram uma grande teia via Internet para trocar pelo correio suas criações, permitindo que o trabalho de artistas daqui seja visto nas ruas fora do Brasil", conta Eduardo Saretta, 29, do grupo SHN, que já mandou stickers para serem colados por seus amigos em Barcelona e Tóquio. O grupo SHN é radicado na cidade de Americana, interior de SP. Além de Saretta, o SNH conta com Haroldo Paranhos, 26, e Daniel Cucatti, 27. "Nosso trabalho ainda é visto como vandalismo", diz Saretta, que preferiu não ser fotografado para esta reportagem. O grupo começou fazendo flyers, pôsteres de festas e fanzines. "Depois nos sintonizamos com a onda gringa dos stickers e passamos a produzir os nossos aproveitando resíduo industrial, inclusive de tintas, para a produção dos stickers", revela Saretta. O grupo produz estampas de camisetas para a marca de skate Sim's. Boa parte dos grafiteiros e coladores de stickers se comunicam por meio de fotologs, como Sesper, Cachorro Amarelo e Binho Ribeiro. Sesper é dono da loja Most, na Galeria Ouro Fino, e Cachorro Amarelo é top do sticker de Belo Horizonte. Em seus fotologs, dá para ver trabalhos e navegar em links de outros coladores de stickers. "Pelo custo de produção, o sticker, quando é adesivo e não lambe-lambe, é mais caro e são produzidos por pessoas da classe média", explica Sesper. "A galera dos stickers é muito mais ligada em artes gráficas", afirma. 20.04.2005 JACKSON ARAUJO E BERNARDO DE AGUIAR | ||||||||||
---------------------------------------------------------------------
| Loja Most comercializa pôsteres na Galeria Ouro Fino | ||||||||
| | ||||||||
| |
| ||||||
---------------------------------------------------------------------
Mais Links:
http://www.nograffiti.com/ - ler sobre site - Graffiti é vandalismo!





